New: enable viewer-created translations and captions on your YouTube channel!
Creativity isn’t magic. Part three of this four-part series explores how innovations truly happen.
To support this project please visit: http://www.everythingisaremix.info/donate/
Buy the music at: http://www.everythingisaremix.info/part-3-soundtrack/
0
0
137
Showing Revision 7, created 04/02/2012 by Daniel Previattelli .
Creativity isn’t magic. Part three of this four-part series explores how innovations truly happen.
To support this project please visit: http://www.everythingisaremix.info/donate/
Buy the music at: http://www.everythingisaremix.info/part-3-soundtrack/
O ato da criação está envolto em uma névoa de mitos:
que a criatividade vem através da inspiração,
que criações originais quebram o molde,
que se trata do trabalho de gênios
e que aparece tão rápido quanto a eletricidade chega aos filamentos.
Mas a criatividade não é mágica.
Ela surge aplicando ferramentas comuns de pensamento em materiais já existentes.
O solo de onde brota nossa criação é algo que desprezamos e desentendemos,
apesar dele nos oferecer tanto; e isso é copiar.
Colocado simplesmente, copiando é como aprendemos.
Não podemos introduzir algo novo enquanto não tivermos fluência na linguagem de um âmbito,
e fazemos isso através da emulação.
Por exemplo, todos os artistas passam seus anos de formação produzindo trabalho derivativo.
O primeiro álbum de Bob Dylan continha onze canções cover.
Richard Pryor começou uma carreira em comédia stand up fazendo uma imitação não muito boa de Bill Cosby,
e Hunter S. Thompson redigitou "O Grande Gatsby" só para sentir como é escrever um grande romance.
Ninguém começa de forma original.
Você precisa copiar para criar os fundamentos do conhecimento e compreensão
e depois disso, as coisas podem começar a ficar interessantes.
Tudo é um Remix
Parte Três: Os Elementos da Criatividade
Após ter estabelecido fundamentos através da cópia, é possível se criar algo novo através da transformação.
Pegar uma ideia e criar variações,
o que significa passar por uma experimentação demorada mas que pode, finalmente, levar a um avanço.
James Watt criou uma grande melhoria na locomotiva a vapor porque foi contratado para consertar a locomotiva de Thomas Newcombe.
Depois ele passou doze anos desenvolvendo sua própria versão.
Christopher Latham Sholes usou um piano como modelo para o teclado de sua máquina de escrever.
Seu design evoluiu durante cinco anos até o sistema QWERTY que usamos ainda hoje.
E Thomas Edison não inventou a lâmpada. Sua primeira patente foi "A Melhoria de Lâmpadas Elétricas",
mas ele produziu a primeira comercialmente viável depois de testar 6000 materiais diferentes para os filamentos.
Todos esses foram avanços imensos, mas não são ideias originais e sim momentos críticos
numa linha contínua de invenções de muitas pessoas diferentes.
Mas os resultados mais dramáticos podem acontecer quando idéias são combinadas;
conectando ideias, saltos criativos podem ocorrer, produzindo alguns dos maiores avanços da história.
A prensa móvel de Johannes Gutemberg foi criada cerca de 1440, mas quase todas suas partes já existiam há séculos.
Henry Ford e a Ford Motor Company não inventaram a linha de montagem, peças substituíveis e nem mesmo o automóvel,
mas combinaram todos esses elementos em 1908 para produzir o primeiro carro para o mercado de massa: o Model T.
A Internet cresceu lentamente durante várias décadas enquanto redes e protocolos fundiam-se.
Finalmente, alcançou massa crítica em 1991, quando Tim Berners-Lee adicionou a isto a World Wide Web.
Estes são os elementos básicos da criatividade: copiar, transformar e combinar.
A ilustração perfeita de tudo isso funcionando é a história dos dispositivos que usamos neste exato momento.
Vamos retornar à alvorada da revolução dos computadores e dar uma olhada na companhia que começou tudo:
Xerox.
Xerox inventou o computador pessoal moderno no início dos anos 70.
O Alto era um sistema controlado por um mouse com uma interface de usuário gráfica.
Lembre-se que o computador pessoal popular dessa época era operado por interruptores;
Se você os colocasse na ordem correta, via luzes piscando.
O Alto era muito avançado para sua época.
Em certo momento, a Apple se interessou pelo Alto
E mais tarde lançou nao um, mas dois computadores com interfaces gráficas
o LISA, e seu sucessor mais conhecido: o MacIntosh
O Alto nunca foi um produto comercial, mas a Xerox lançou um sistema baseado nele em 1981
O Star 1810, 2 anos antes do LISA, 3 anos antes do Mac
foram o Star e o Alto que serviram de base para o MacIntosh
O Star da Xerox usava a metáfora da "área de trabalho"
¶
Com ícones para documentos e pastas
Ele tinha ponteiros, barras de rolagem e menus "pop-up"
Tais eram grandes inovações, e o MacIntosh as copiou todas
¶
Mas foi essa primeira combinação que ele incorporou que colocou o Mac no caminho para o sucesso
A Apple mesclou o computador com um utensílio doméstico: o Mac deveria ser um dispositivo simples
Como a TV ou o rádio.
E isso era diferente do Star, voltado para uso profissional
e completamente diferente dos complicados sistemas baseados em texto que dominavam a era
O Mac era para a casa e isto produziu muitas trasnformações
Primeiro, a Apple removeu um dos botões do mouse
para fazer seu novo modelo menos confuso
E adicionaram o duplo clique para abrir arquivos
O STAR usava uma tecla separada para abrir arquivos
O Mac também permitiu que os ícones fossem arrastados
E mover e redimensionar janelas
O STAR não tinha "arrastar e soltar".
Você movia e copiava arquivos selecionando um ícone, apertando uma tecla e clicando em um novo local
E redimensionava janelas através de um menu
Tanto o STAR como o ALTO tinham menus "popup"
mas como sua localização sempre mudava na tela, o usuário precisava sempre se reorientar
O Mac introduziu a barra de menus, que ficava no mesmo lugar, independente do que você utilizava
E adicionou a lixeira para deixar mais intuitivo o ato de apagar arquivos
E, por último, através de uma engenharia especializada e inteligente
A Apple conseguiu fazer o preço do Mac cair para USD 2.500,00
Ainda bem caro, mas bem mais barato que o LISA de US$ 10.000,00 ou o STAR de US$ 17.000,00
Mas o que deu início a tudo foi a interface gráfica
misturada com a ideia do computador como utensílio doméstico
O Mac é uma demonstração do grande potencial das combinações
O Star e o Alto, por outro lado, são o produto de anos de pesquisa e desenvolvimento de alto nível.
Eles são um testamento do baixo poder de transformação.
Mas é claro que que eles também contém o trabalho de outros
O Alto e o Star são caminhos de evolução que vem desde o Sistema NLS
que introduziu as janelas e o mouse
e desde o Sketchpad, o primeiro aplicativo de desenho interativo
e até mesmo o Memex, um conceito que lembra o PC moderno, décadas antes dele
A interdependência da nossa criatividade foi obscurecida
por poderosas ideias culturais
Mas a tecnologia está expondo essa conectividade
Estamos lutando legal, ética e artisticamente
para lidar com essas implicações
e este é o nosso episódio final: parte 4
Escrito e remixado por Kirby Ferguson
Com contribuições de...
...
E se a Xerox não tivesse desenvolvido a interface gráfica?
Ou Thomas Edison encontrado diferentes condições?
E se Tim Berners-Lee não tivesse encontrado o financiamento para a desenvolver a World Wide Web?
O nosso mundo seria diferente?
Estaria mais atrasado?
A hisória parece nos contar as que coisas não seriam tão diferentes.
Toda vez que há um grande avanço geralmente há outros no mesmo caminho.
As vezes um pouco atrás, as vezes nem um pouco.
Issac Newton e Gottfried Leibniz inventaram o cálculo ao mesmo tempo em 1684.
Charles Darwin propôs a teoria da evolução através da seleção natural.
Mas Alfred Russel Wallace teve basicamente a mesma idéia basicamente ao mesmo tempo.
E Alexander Graham Bell e Elisha Gray requisitaram patentes para o telefone no mesmo dia.
Nós chamamos isso de "descobertas múltiplas".
A mesma inovação emergindo em diferentes lugares.
Ciência e invenção estão cheias delas.
Mas também pode acontecer nas artes.
Em filmes, por exemplo, nós tivemos três filmes sobre a Coco Chanel lançados num intervalo de 9 meses entre eles.
Em 1999 tivemos um quarteto de filmes de ficção sobre realidades virtuais.
Mesmo o filme incomumente original de Charlie Kaufman "Synecdoche, New York",
tem uma semelhança incomum com a ficção de Tom McCarthy "Remainder".
Ambas as histórias sobre homens que repentinamente se tornam ricos
e começam a recriar momentos de suas vidas
a ponto de recriarem suas recriações.
E na verdade este vídeo que você está vendo
foi deito depois de uma matéria do New Yorker publicar um artigo de Malcolm Gladwell
sobre a Apple, Xerox, e a natureza da inovação.
Nós somos todos feitos dos mesmos materiais.
As vezes por coincidência nós conseguimos resultados similares,
mas as vezes inovações simplesmente parecem inevitáveis.
Eu não inventei nada novo.
Eu simplesmente conectei descobertas feitas por outros homens em séculos de trabalho.
Tivesse trabalhado cinquenta ou dez ou mesmo cinco anos antes,
eu teria falhado.
Assim é com cada novidade.
O progresso acontece quando todos os fatores necessários para que ele ocorra estão prontos,
e então é inevitável.
Ensinar que uma quantidade relativamente pequena de homens é responsável pelos grandes passos adiante da humanidade é o pior tipo de tolice.
...